Presentes presentes

Foto minha : D. M. o reizinho

Foto minha: em busca do balão oferecido

Foto minha: Todos na brincadeira
Desde que sou Mãe que algumas prioridades se alteraram e o tema da educação, a par com a constante aprendizagem que a Maternidade nos vai oferecendo, é-me muito importante.
A Princesa do Reino não teve presentes embrulhados com fitinha pelo seus aniversários até hoje, oferecidos pelos Pais.
Para o pequeno Reizinho a lógica é a mesma.

E ainda que a Princesa tenha sempre recebido um dia só para ela, em cada um dos 7 aniversários que completou e mega festas com tudo a que tem direito, cedemos aos 2 e aos 4 anos, na "oferta" simbólica de uma gata Minnie e de uma gata Sophia para que desse valor a outros presentes.
A par com as festas, que em termos monetários, são bem dispendiosas e aí não nos poupamos a insufláveis, a pinturas faciais, a decorações e a convidar todos e mais alguns que queiram vir juntar-se a nós na celebração de mais um ano na vida daquela que é o primeiro ramo da nossa árvore.

Oferecemos-lhes experiências. Com a Princesa, escolhemos uma viagem de transporte público diferente em cada ano, uma vez que o nosso transporte habitual é sempre o nosso automóvel.
Daí a andarmos de barco, de comboio, de eléctrico, de metro, de teleférico (no Parque das Nações) e querendo culminar com a viagem de avião aos 6 anos, tendo o mano bebé, ainda com meses ter de ficar com os avós e não cumprida porque sua Excelência a Drama-Queen assim nos respondeu:
- Só vou com o mano, sem ele não tem graça.

E não chegámos a cumprir mais esta oferta. Oferecemos sim, todo o equipamento, este ano, para que pudesse começar a viagem de mota, algo que ela adora e partilha connosco esta paixão.

A vantagem dela ter nascido no final do Verão é que fazemos sempre questão das festas serem fora de casa, ora em Parques públicos, ora em pavilhões que tentamos procurar serem e fazerem diferente aquele Seu dia. Um dia que passamos todos juntos, sempre. É um dia de férias para nós Pais, que não se trabalha.

Em relação ao pequeno Reizinho, já a música toca de outra forma e há que adaptar e dançar conforme o que se ouve.
Faz aniversário em pleno Inverno. Este ano, bem como no ano em que nasceu, choveu. Planeámos uma ida ao Jardim Zoológico que teve de ser cancelada mesmo à ultima da hora, na esperança que ainda se concretizasse. Não somos Pais que se metem constantemente em Centros Comerciais com os filhos, aliás, aqui não os temos e para os frequentar percorremos cerca de 30 km.
Foi a nossa alternativa no dia de aniversário do nosso pequeno Reizinho, apenas com a intenção da brincadeira, fomos ao Dolce Vita Tejo, onde existem algumas zonas engraçadas para um "bebé" da sua idade se divertir. E assim foi.
Brincou, correu pelos corredores, pôs-se em cima de todos os carrinhos, barcos e motas que andam com moedas (não pediu moedas, só queria ir lá para cima), ofereceram-lhe um balão numa loja onde aproveitámos para comprar os presentes de aniversário de quem fez anos este mês mas que por diversas razões não nos foi possível ofertar nem privar, correu atrás do balão, deu a mão ao urso gigante à porta daquela loja bem conhecida, divertiu-se.

E no dia seguinte, assim como já postei aqui, oferecemos-lhe a sua primeira festa de aniversário, com tudo a que tem direito, em casa por nos ser impossível ir para o Parque aqui mesmo a 5 minutos de casa, com todos aqueles que fazem a nossa vida ser mais completa e cheio de sorrisos, o nosso simpático Relações Públicas como foi alcunhado na creche, portou-se à altura dos seus dois anos de vida.
Como ainda tenho muitas amigas de infância, vivências da mesma rua onde crescemos e que mantemos a amizade perto até aos dias de hoje, vieram todas, com os seus filhotes, que tal como nós, vão criando laços desde cedo e que desejamos que se mantenham firmes, como as suas mães os mantêm.


Estes são os nossos presentes Presentes, o que consideramos ser a base de uma infância mais rica.
Não têm fitinha, é verdade mas o fio que os une, embora invisível é forte.
Não se rasga papel mas há sempre gritinhos de histeria e felicidade, alegria estampada nos rostos deles tão expressivos e a certeza que lhes damos o melhor de nós. Damo-nos, a eles.

Aconchego

Imagem retirada da net 
"Dá-me conforto saber que está ali e que posso sempre encontrá-lo.
É só um banco de Jardim para os demais.
Para mim é um encontro, um abraço, um monólogo a dois, uma madrugada estrelada"

Voltei a ter dores. Confesso que não o esperava, a fisioterapia começou mal e a vontade que tenho é de desistir, com receio de ficar imobilizada de novo.


P.S.

Foto retirada da net 
"Quis perder-me nesse teu olhar
Encontrei-o no infinito
Descobri abismos, desafios, paraísos
Infinitamente me perdi"


Por aqui no Reino





El Reizinho fez dois anos.
Choveu como no dia que nasceu.
Nasceu em dia de Carnaval.
A festa só podia ter serpentinas e confetis, a família e aqueles amigos-família, comida e alegria de mãos dadas com correria e gritaria.
A felicidade, bastas vezes, surge nos pequenos detalhes: um ar de espanto do pequeno Rei chegando à sala acabada de ser vestida para a sua festa, um olhar sorridente por ver o seu programa favorito retratado no seu bolo de aniversário, a casa cheia e o coração também, os filhotes dos amigos de sempre e da família que adiam sempre a hora de partir.
A casa tem Carnaval até 2020.
Comida para 3 dias.
Num acto de verdadeira coragem e loucura espalhei 4 sacos de confetis na sala.
Combatendo o inimigo em duas frentes, leia-se, com a aspiração central e rainbow, assistimos ao "milagre da multiplicação" das bolinhas de papel coloridas.
Vamos ter Carnaval cá em casa até 2020!
O melhor de tudo?
A alegria dos pequeninos e a resistência em querer ir embora.

A vida corre, o tempo esvai-se como areia numa ampulheta e na pressa de viver, aprende-se a parar para absorver momentos especiais.

Nota: ando desaparecida daqui, é verdade. A culpa é toda do IVA. A coluna está a ser bem tratada na fisioterapia.

Pérolas Verbais







Fotos minhas: Bolachinhas de baunilha e cacau, pão caseiro e os meus almoços de tabuleiro
 
Não sei como mas fiquei sem pão e só dei por isso quando comecei a preparar o pequeno-almoço de ontem. Rapidamente preparei a massa das panquecas e pus a mesa.
Leonor chega à mesa, vê o mel e diz:
- Panquecas à segunda-feira? Uau mãe!...
Ainda levou duas para o lanche!

Entretanto, mesmo sozinha, como gosto de cozinhar, faço sempre almocinho para um(a) e como sou fã de massa, saladas e muita cor, é o que se pode ver (e comer)!

Rabiscos pelo tempo

Foto minha: desenho original meu 

Foto minha: desenho original meu 

Foto minha: desenho original meu 

Foto minha: desenho original meu 
De vez em quando a minha filha pede-me para lhe desenhar, tenho guardados vários desenhos meus dos tempos de estudante e mesmo após, enquanto tentava a faculdade de Arquitetura e o curso dos meus sonhos de menina: ser Estilista.
O sonho foi ficando lá nas nuvens, não entrei na faculdade nos 3 anos que tentei as provas de acesso e enquanto isso trabalhei, pela primeira vez na vida, na baixa lisboeta, numa loja de roupa. A vida deixou o sonho lá nas nuvens mas não me tirou a vontade de desenhar.
Fiz o último destes 4 desenhos há dois meses.
Há vários meses que não desenhava nenhuma "boneca" destas.
Para a minha filha são perfeitas.
Para mim são todas diferentes.
Um dia destes mostro-vos os retratos a carvão.

Sempre

Imagem retirada da net 


"Antes do início e depois do fim"

Escritos sem data certa